Biografia

Nome completo
Samuel Mangwana
Nome artístico
Sam Mangwana
Data de nascimento
21 de fevereiro de 1945
Gênero musical
Soukous, Rumba
Instrumentos
Voz
Juventude e Inícios Musicais
Uma carreira com os pioneiros da rumba congolesa.
Nascido a 21 de fevereiro de 1945, em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, Sam Mangwana cresceu no seio de uma família angolana profundamente enraizada na cultura e na música.
Desde muito jovem, foi iniciado no canto através dos coros do Exército da Salvação, no internato de Kasangulu (a 41 km de Kinshasa). Foi ali que descobriu a sua paixão e desenvolveu a sua voz quente e expressiva.
Nos anos 1960, começou a frequentar os círculos musicais de Kinshasa e integrou diversos grupos locais. A sua voz e o seu carisma abriram-lhe rapidamente as portas do palco profissional.
Sua carreira decolou quando ele se juntou ao African Fiesta, um grupo lendário liderado por Dr. Nico Kasanda, Tabu Ley Rochereau e Roger Izeidi Mokoy. Com eles, Sam ajudou a popularizar a rumba congolesa, uma fusão refinada de ritmos africanos, música latina e sons tradicionais do Congo.
Em 1965, enquanto estava no Congo-Brazzaville como ativista do movimento de libertação angolano, fundou Los Baticias juntamente com Diki Baroza, Gérard Kazembe, Seli Bitshou (Francis Bitshoumanou) e Théophile Bitshikou.
Após essa aventura, ele se juntou à Orquestra Tembo do grande baixista Loubelo de la Lune, onde aprimorou ainda mais seu estilo e afirmou sua personalidade artística.
Colaboração com Franco e a Fundação African All Stars
Em 1972, Sam Mangwana juntou-se a Franco Luambo Makiadi no TP OK Jazz, um dos grupos mais icônicos da África. Juntos, gravaram diversas faixas que se tornaram clássicos, deixando uma marca indelével na história da rumba.
Em 1975, ele deixou o grupo para seguir carreira solo e fundou, na Costa do Marfim, o African All Stars, com Dizzy Mandjeku (guitarra solo), Denis Lokassa (guitarra rítmica), Théo Blaise Kounkou (vocal), Ringo Moya (bateria) e Roland Nvogo (baixo).
Este coletivo internacional tornou-se um nome de referência no cenário da música africana, combinando rumba, soukous e influências caribenhas em um estilo decididamente moderno. Seus sucessos incluem artistas como Jorgette Eckins, Eyebana e Suzana Kulibali.
Carreira solo e alcance internacional
Como artista solo, Sam Mangwana se consolidou como uma lenda viva. Álbuns como “Maria Tebbo”, “Cooperation” e “Canta Moçambique” obtiveram enorme sucesso.
Cantando em lingala, português, francês e espanhol, ele aborda temas universais como amor, paz, união e justiça social. Sua música transcende fronteiras e une os povos da África, Europa e América Latina.
Sua voz inimitável e sua mensagem de união lhe renderam reconhecimento mundial. Ele se apresenta nos maiores palcos internacionais, tornando-se um dos principais embaixadores da música africana.
Estilo, influências e identidade artística
O universo musical de Sam Mangwana baseia-se na rumba congolesa, no soukous, no sembá angolano e nos ritmos afro-latinos.
Sua voz calorosa, letras poéticas e arranjos meticulosos criam um som característico imediatamente reconhecível.
Por meio de suas canções, ele personifica o encontro entre as tradições africanas e as influências mundiais, combinando emoção, elegância e profundidade.
Vida pessoal e herança
Humilde e profundamente ligado às suas raízes, Sam Mangwana continua sendo uma figura respeitada e admirada no continente.
Ele se dedica à transmissão do patrimônio musical africano e inspira muitas gerações de artistas.
Seu trabalho atravessa décadas sem perder o frescor, lembrando-nos que a rumba congolesa é, acima de tudo, uma música de partilha e memória.
Em 2025, após ser condecorado pelo Estado congolês por sua contribuição à rumba, foi nomeado "Mestre da Rumba" para o ano de 2025.
Um importante evento cultural será dedicado a ele em 13 de dezembro de 2025 no Centro Cultural de Kinshasa, celebrando o legado de um artista que continua a escrever a história.
De Kinshasa a Luanda, de Paris a Abidjan, Sam Mangwana personifica a elegância, a sabedoria e a memória viva da rumba africana.
Sua música é uma ponte entre os povos, um hino à fraternidade e um testemunho atemporal da alma africana.
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